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Oracle recusa indemnização de 272 milhões de dólares da SAP
A Oracle prefere continuar nos tribunais a receber a indeminização de 272 milhões de dólares que o tribunal determinou como justa no caso de violação de direitos de propriedade intelectual que a opõem à SAP.

A decisão é o resultado de um recurso. O caso, que chegou à justiça há quase 5 anos, teve como sentença original a condenação da SAP ao pagamento de uma indemnização de 1,3 mil milhões de dólares à Oracle, um valor que ainda assim ficou abaixo do pretendido pela fabricante norte-americana, que reclamava uma compensação de 1,7 mil milhões de dólares. Na nova decisão o juiz considerou que o valor fixado inicialmente era demasiado elevado.

O caso que opõe a SAP e a Oracle chegou à justiça em 2007, altura em que a fabricante norte-americana acusou a SAP de roubo de informação confidencial, que lhe terá dado acesso ao código fonte de alguns produtos.

De acordo com a acusação, a SAP teve acesso a senhas de subscrição do serviço de suporte ao cliente da J.D. Edwards e da PeopleSoft - empresas adquiridas pela Oracle - e usou esse privilégio para descarregar milhares de documentos, que acabaram por lhe dar informação que resultou em proveitos económicos.

As informações que a SAP terá usado ilicitamente chegaram à empresa através da TomorrowNow, uma companhia que a fabricante alemã adquiriu em 2005 e que até essa altura fornecia serviços de suporte aos clientes da PeopleSoft e da J.D. Edwards.

Desde 2007 o processo já conheceu várias fases entre recursos e acordos - a maior parte anunciados mas não concretizados - que nunca serviram para dar por terminada a contenda.

Cinco anos depois, a primeira decisão judicial - que condenava a SAP ao pagamento de 1,3 mil milhões de dólares - não foi aplicada porque a SAP recorreu e a segunda também não será porque a Oracle já garantiu que prefere voltar à justiça, a aceitar a nova decisão. A empresa sublinha que o julgamento comprovou as suas acusações de roubo de dados e o claro envolvimento da SAP e por isso não está disposta a desistir.

A SAP também já reagiu, mostrando-se desapontada com o facto da Oracle deixar passar mais uma oportunidade para resolver a questão que opõe as duas fabricantes de software.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

Deputados britânicos pedem código de conduta aos ISPs
Uma comissão de deputados britânicos está a pedir ao Governo inglês e aos fornecedores de Internet que desenvolvam em conjunto um código de conduta mediante o qual os ISPs se comprometam a eliminar conteúdos violentos com origem em grupos extremistas.

Os fornecedores de serviços de Internet e associações vieram hoje reagir, alertando para os riscos de uma estratégia deste tipo.

Tal como afirmaram em relação às polémicas em torno dos conteúdos que violam os direitos de autor, os ISPs alegam que não devem ser colocados numa posição em que sejam obrigados a avaliar quais os conteúdos que violam a lei. Representantes do setor reforçam que devem ser os tribunais a exercer a competência, que já lhes é atribuída pela legislação em vigor.

"Os ISPs não estão em posição de fazer juízos de legalidade a respeito daquilo que constitui terrorismo, extremismo ou radicalização", afirma o operador BT, num comunicado citado pelo site inglês PC Pro. "Não compete aos ISPs monitorizarem proactivamente os conteúdos disponíveis online", conclui a nota.

A sugestão dos deputados fez parte de um discurso do comité para os assuntos internos, publicado ontem juntamente com um relatório, onde são traçadas algumas estratégias para combater o radicalismo violento.

A Internet é apontada como um dos veículos privilegiados para a troca de informações e mobilização de ações nesta matéria. "Sugerimos que o Governo trabalhe com os ISP no Reino Unido para desenvolver um código de conduta com o qual estes se comprometam a eliminar conteúdos extremistas violentos", afirmam os deputados.

O comité acrescenta ainda que "muitos sites relevantes estão alojados além-fronteiras, pelo que o governo devia também levar a cabo esforços para assegurar uma maior cooperação internacional para fazer face a esta questão".

Porém, quando confrontado com o facto de os ISPs não estarem, normalmente, em posição para remover conteúdos de sites, sendo esta uma função habitualmente confiada a quem aloja as páginas, um porta-voz do grupo não soube como explicar o sistema proposto, realça o The Register.

Embora existam leis para ordenar a retirada da Internet de material considerado ilegal, o comité vem agora recomendar que os próprios fornecedores de acesso à Internet assumam uma postura mais ativa na monitorização desses materiais.



Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

Aplicação portuguesa para reservar mesa em restaurantes lidera App Store
A aplicação do site BestTables - que permite reservar mesas em restaurantes, em tempo real e com recurso à georreferenciação - precisou de menos de 24 horas para chegar à liderança da tabela de downloads da versão portuguesa da App Store.

Entre as 9h00 de ontem, segunda-feira, e as 14h00 de hoje, altura em que teve acesso aos dados fornecidos pela Apple, a aplicação para dispositivos moveis da maçã tinha sido descarregada 2.234 vezes, detalhou o CEO da BestTables, que também se mostra satisfeito com o feedback e nível de utilização registados.

De acordo com Ricardo Sécio, nestas primeiras horas foram feitos cerca de 6.000 logins - o que é diferente de utilizadores únicos, porque a mesma pessoa pode aceder várias vezes num dia ao serviço, nota o responsável. No que respeita a reservas propriamente ditas, estas já existem, "mas ainda não são relevantes para fazer uma avaliação" do desempenho, refere.

Lançada ontem, a aplicação para iPhone marca a entrada da empresa portuguesa no mercado móvel, um percurso que deverá seguir com a disponibilização de uma versão para Android, na segunda metade do ano, adiantou ao TeK o mentor do projeto.

Questionado a respeito da opção, explica que os dados de que dispõem indicam que o nível de utilização das aplicações para iPhone é superior ao registado entre quem usa smartphones Android - ainda que o número de downloads possa apresentar uma relação inversa.

Em fase de avaliação está também a criação de uma solução otimizada para equipamentos com Windows Phone, mas para esta não existem ainda previsões de lançamento.

A primeira aplicação móvel do BestTables leva para os smartphones da Apple as funcionalidades oferecidas através do site do serviço, do qual já tivemos oportunidade de destacar no TeK, acrescentando-lhe a georreferenciação, com recurso ao Google Maps.

BestTables App

Permite, por isso, "saber quais os restaurantes nas redondezas, pesquisas por categorias e critérios de interesse, beneficiar de promoções e reservar mesa a qualquer hora, sem custos ou problemas com chamadas impedidas", lê-se num comunicado à imprensa.

Integração com o Facebook e Twitter, partilha de comentários, possibilidade de adicionar notas à reserva e receber um email com a confirmação e link com um mapa que ensina a chegar ao local são outras das particularidades de um projeto que os autores classificam como único no país, acrescentando que "mesmo em Espanha não existe uma aplicação assim".

BestTables App

Desenvolvida pela Research&Design, em estreita colaboração com os criadores do site de reservas, a solução demorou cerca de 4 meses a preparar, conta Ricardo Sécio, sem revelar o montante do investimento.

Madeira e Açores na rota do BestTables
Lançado em abril de 2011 em Portugal continental, o BestTables é agora encarado como um sucesso pelo seu mentor, que adiantou ter intenções de estender o projeto aos Açores e Madeira já no segundo trimestre de 2012.

Segundo Ricardo Sécio, a empresa atingirá o break even do investimento ainda este ano e continua a estudar a internacionalização e novas valências. "Há muitas oportunidades na área dos serviços para restaurantes" e para agentes dispostos a intermediar a sua relação com os clientes, afirmou em conversa com o TeK.

A organização continua a funcionar com 6 pessoas, mas o serviço processa agora "milhares de reservas por semana", numa altura em que está a trabalhar com 500 restaurantes do norte a sul do país.

O número de reservas estabilizou - o que garante o sucesso do negócio, uma vez que os utilizadores não pagam para usar o serviço, pelo que o rendimento da BestTables depende do retorno que os restaurantes obtenham - e o trabalho noutras áreas deve aumentar, estima o responsável pelo site, que conta atualmente com cerca de "14.000 clientes registados com atividade regular".



Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes


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Administração de sistemas

Competências ao nível de administração de redes e sistemas

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  • Gestão de equipamento
  • Gestão de storage
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    Projectos e soluções com que colaborou

        Gestão da plataforma IT responsável pela distribuição de sinal - aluguer de filmes e conteúdos, compra de canais
    Colaboração na instalação da plataforma POC e apoio à instalação e configuração da plataforma Live.